sexta-feira, 22 de maio de 2015

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Feira Santos Off Shore 2011

Estive em 19/10/2011 na Feira Santos Off Shore, importante evento da industria do Petróleo e Gás, como professor de Petróleo e Gás devo buscar atualização constante.

A feira não surpreendeu, pensei até que seria maior, no entanto foi proveitosa na coleta de material para aulas, conteúdo novo e fresco.

Destaco as industrias internacionais que estão montando refinarias no Brasil como a Bronco Oil (nome estranho), que é uma parceria de uma empresa chinesa com brasileira (Bronco!). Deverá partir em meados de 2012 ou 2013 na Bahia.

Busquei informações sobre empregos na baixada para meus alunos e fiquei abismado de ver que não há uma política de Santos ou da baixada para gerar mão de obra para suprir a demanda de profissionais que será necessária, não sei se é falta de visão ou falta de interesse, o que sei é não consegui descobrir nada em várias fontes, desde moradores até os próprios expositores e órgãos de públicos presentes na feira.

- Como pode um setor da economia que gera tanto dinheiro, não mover as prefeituras da região para beneficiar seus cidadãos??? Tudo muito tosco!




Foi também minha primeira viagem de moto, com muitas aventuras, a moto foi valente na ida, na volta nem tanto, mas conto o próximo post, neste vou abordar mais a feira para não misturar assunto.


Também destaco os seminários, os que participei foram bons. Vale a pena você ir na próxima feira.

Percebi que os expositores estavam meio cansados de feiras. Explico: a frequência destas feiras tem aumentado, mas não o volume de negócio, logo quem fica no estande sofre.

Outra coisa interessante, foram as maquetes simulando processos de refino, bombas, válvulas e motores, nem tudo deu para fotografar.

Quanto aos expositores, alguns muito preparados, mas engasgavam quando eu mencionei que sou Professor de Química do Centro Paula Souza, confesso me surpreendi, não sabia que a Etec tinha um nome tão forte neste meio.

Era comum chamarem o chefe ou superior presente para me explicarem detalhes, tive o tratamento até especial em alguns casos.

A próxima será em Out 2012, marque na sua agenda e prepare seu currículo, pois as vagas abrirão em 2012 com o aumento da produção no pré-sal.

Shalom.


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Nanotecnologia

O grande lance da nanotecnologia é que pequenas moléculas podem fazer grandes coisas.
Pensemos: quando eu faço uma mistura qualquer, de acordo com o tamanho das partículas, eu posso ter uma dispersão ruim ( partículas grandes e irregulares ) ou excelente ( partículas minusculas nanométricas).
O tamanho das partículas determina a facilidade de homogenizar a mistura.



Um nanômetro é igual a 0,000000001m um bilhonézimo de metro!
Uma molécula de água é menor que um nanômetro.
Um germe tem em torno de 900 a 1000 nanômetros.


Medicamentos

Imagine, nosso sangue é o veículo para os remédios circularem por nosso corpo, desde um simples comprimido para dor de cabeça até uma dose de quimioterapia, ambos tem que misturar-se ao sangue, circular até chegar nos orgãos afetados, onde seus agentes ativos penetrarão nas células e surtirão efeito.
Devido ao tamanho das partículas dos remédios atuais, temos que usar uma concentração maior para contrabalancear os efeitos da mistura imperfeita.
A nanotecnologia, permite remédios mais inteligentes, pois com partículas menores a homogeinização no sangue é mais rápida, a penetração nas células é facilitada, logo pode-se usar quantidades menores de medicamento para obter o mesmo efeito, logo menores serão os efeitos colaterais.

Tintas

Uma tinta é nada mais, nada menos que uma emulsão de cargas e pigmentos e um latex, verniz ou água, ou seja partículas sólidas novamente misturadas a um líquido. O efeito é o mesmo, hoje devido ao tamanho das partículas usamos uma quantidade de cargas, com a nanotecnologia, poderemos usar quantidades menores de cargas para obter a mesma cobertura.
Pra quem não sabe, cobertura é a capacidade que uma tinta tem de cobrir uma superfície em metros quadrados, quanto menor a espessura da camada cobrindo determinada área, melhor a eficiência da tinta.
Outra aplicação legal, é na obtenção de tintas metalizadas multicores.
Explico, a tinta metalizada possui a formulação da outra, com cargas e pigmentos, resina alquídica.
O efeito metálico é obtido pelas pequenas partículas de metais que refletem a luz conforme o angulo dela, dando efeitos multicores. Antes poderíamos usar um só tipo de partícula, devido ao tamanho, pois cada líquido tem um limite para suportar partículas misturadas a ele, a esta característica chamamos de saturação.
Pois bem, com partículas menores, posso usar vários tipos de metais e obter efeitos mais ricos, sem ultrapassar a capacidade do líquido de reter cargas.

Tratamento de Resíduos

Pesquisadores tem desenvolvido "nanorobos" que podem ser programados, ou até controlados remotamente por seres humanos.

Imagine que haja um vazamento de petróleo em terra, ou mesmo no mar e tenhamos um exército de nanorobos programados para recolher petróleo, limpando praias, animais, superfície das águas e convertendo-os em compostos menos agressivos, ou até mesmo eliminando todos os resíduos. É o sonho de qualquer ambientalista.

Armamentos

É de tremer o potencial como armamento, nanorobos programados para nos vigiar, tão invisíveis aos nossos olhos quanto os ácaros. Poderiam ser ser misturados a água, refrigerantes, comidas, temperos, nunca saberemos.
Podem ficar inativos em nossos corpos, até que alguém com muito poder aperte o botão e controle a humanidade.
Explico melhor, nosso corpo, nosso cérebro funcionam através de processos bioquímicos e elétricos, se ocorresse dos nanorobos alterarem a frequência das ondas elétricas de nosso cérebro, ou alguns processos bioquímicos, nossos pensamentos poderiam ser moldados e favorecidos para qualquer direção.
Também podemos pensar em envenamentos, assassinatos seletivos, bastando apertar um botão.
A nossa responsabilidade como seres humanos é grande e devemos usar esta tecnologia com grande consciência.

Esperança

Apesar dos riscos inerentes a toda nova tecnologia, posso sonhar um mundo, onde próteses para membros sejam 100% compatíveis, olhos, boca, rins, coração e outros orgãos, poderão trocados como trocamos de roupas, sem rejeição.
Posso até imaginar injeções inteligentes onde nanorobos regenerem o orgão lesado, sem a necessidade de operá-lo ou trocá-lo.
Água limpa e purificada com menor custo.
Energias mais limpas, motores mais eficientes, equipamentos elétricos com menor consumo.
Parece ficção científica, quase impossíveis, mas algumas idéias já fazem parte de nossa realidade, outras demorarão alguns anos a mais, mas é um processo irreversível.
Será um mundo novo, onde o segredo será pensar grande, tão grande quanto um nanômetro.

Até a próxima.

Prof. Osmar


sábado, 6 de agosto de 2011

Quando não acontece nada...







Tem dias, que mesmo quando o Sol brilha, parece que não está acontecendo nada.
No trabalho, na escola ( ah é, meu trabalho é na escola...kkk), na igreja, na familia: as mesmas conversas, as mesmas vaidades, as mesmas máscaras. Mais do mesmo, sempre mais do mesmo.
Vivemos nossas realidades como podemos vivê-las, brota no coração o anseio de significado maior para as pequenas coisas. Independente da idade, procuramos algo mais, que simplesmente viver e repetir frases feitas.
Queremos criar coisas novas e melhores, para os que amamos, mas para nós, para todos, enfim, vivermos vidas que valham a pena ser vividas!

O antigo pregador na Bíblia, já mencionava estas inquietações deste tipo no livro de Eclesiastes 1:

1 Palavras do pregador, filho de Davi, rei em Jerusalém.
2 Vaidade de vaidades, diz o pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade.
3 Que proveito tem o homem, de todo o seu trabalho, com que se afadiga debaixo do sol?
4 Uma geração vai-se, e outra geração vem, mas a terra permanece para sempre.
5 O sol nasce, e o sol se põe, e corre de volta ao seu lugar donde nasce.
6 O vento vai para o sul, e faz o seu giro vai para o norte; volve-se e revolve-se na sua carreira, e retoma os seus circuitos.
7 Todos os ribeiros vão para o mar, e contudo o mar não se enche; ao lugar para onde os rios correm, para ali continuam a correr.
8 Todas as coisas estão cheias de cansaço; ninguém o pode exprimir: os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos se enchem de ouvir.
9 O que tem sido, isso é o que há de ser; e o que se tem feito, isso se tornará a fazer; nada há que seja novo debaixo do sol.
10 Há alguma coisa de que se possa dizer: Voê, isto é novo? ela já existiu nos séculos que foram antes de nós.
11 Já não há lembrança das gerações passadas; nem das gerações futuras haverá lembrança entre os que virão depois delas.

Salomão foi muito rico e poderoso, se vc pegar a sua Bíblia e continuar lendo o texto, verá que ele teve de tudo que um homem pode ter, tudo que o mundo pode nos oferecer e o vazio continuou.
A tv vende a idéia que é preciso ser mais bonito, mais magro, mais rico, mais esperto, mais isto e aquilo. Os pedagogos de plantão, misericórdia, inventam coisas que na prática não funcionam.
São mais e mais teorias... criar teorias é facil, podem funcionar num contexto específico não em todos. Porque? Porque somos diferentes! Simples assim.
É como na química, cada reação ocorre em meio específico, em condições específicas, e cada interação entre espécies de átomos é específica.
Enquanto buscarmos classificar as pessoas e coisificá-las, como se fossem objetos, massas de manobra, será impossível uma pedagogia que preste. - Pronto, falei!
Pedagogia, evangelho, química, família, e tantas outras coisas sem aplicação de amor é impossível!
É mais parecido com velejar, surfar, do que estes tantos teóricos falam.
Mas tudo isto é gerado pelo vazio do "nada acontece" que mencionei.

Salomão aprendeu isto, lá em Eclesiastes 9:
7 Vai, pois, come com alegria o teu pão .e bebe o teu vinho com coração contente; pois há muito que Deus se agrada das tuas obras.
8 Sejam sempre alvas as tuas vestes, e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça.
9 Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias da tua vida vã, os quais Deus te deu debaixo do sol, todos os dias da tua vida vã; porque este é o teu quinhão nesta vida, e do teu trabalho, que tu fazes debaixo do sol.
10 Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças; porque no Seol, para onde tu vais, não há obra, nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.
11 Observei ainda e vi que debaixo do sol não é dos ligeiros a carreira, nem dos fortes a peleja, nem tampouco dos sábios o pão, nem ainda dos prudentes a riqueza, nem dos entendidos o favor; mas que a ocasião e a sorte ocorrem a todos.

Fazemos muito, colhemos pouco, porque podemos dominar o fazer, plantar, investir, mas a colheita de algo novo, fazer o grão crescer debaixo da terra, vem de Deus, não de nós!
Este vazio de significado, de contentamento, só pode ser preenchido aos pés de Jesus Cristo.
Só na intimidade com Ele, o novo acontece em nosso interior, mesmo quando tudo se repete ao redor.
É quando o toque Dele nas fibras de nossos corações fazem brotar os rios de água viva ( leia João 4), que lavam nossos pensamentos. Só assim não temos vidas secas!



Parece realmente que não está acontecendo nada, mas Deus tem renovado os seus.
Parece realmente que não está acontecendo nada, mas Ele tem cuidado de nós.
E mandará a chuva no tempo certo, e a colheita será abundante!
E vc me pergunta: O que isto tem a ver com um blog de química?
Tem a ver que Deus é o "meio", o "catalizador" e o verdadeiro criador de coisas novas.
A novidade vem Dele! Se quero estudar e fazer coisas novas e melhores para todas as pessoas...
Eu preciso estar ligado a Ele, para não ser como os zumbis que enchem o mundo.
Pronto, falei, até mais.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Química com Humor

P:Qual é o único elemento que vive na sombra?
R: O índio, pq fica em baixo do gálio!
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P: O que é “Cl – Cl – Cl – Cl” ?
R: É uma clorofila!
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P: Como um oxigênio se suicida?
R: Pula da ponte de hidrogênio!
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P: 2 ursos são jogados na água mas só um dissolve, porque?
R: Porque ele era um urso polar!
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P: O que o carbono diz quando vai preso?
R: Tenho direito a 4 ligações!
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P: E porque ele fugiu?
R: Porque deixaram a cadeia aberta!
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P: Qual elemento mais bem informado da tabela?
R: O Francio, que está sempre ao lado do Radio!
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P: O que seis carbonos estão fazendo de mãos dadas com seis hidrogênios na igreja?
R: Benzeno!
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P: Qual o contrário de volátil??
R.: vem cá sobrinho!
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P: Porque o martelo e a tesoura são hidrocarbonetos?
R: Porque o martelo é propino e a tesoura é propano!
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P: Qual o barulho q o átomo faz ao arrotar?
R: Böööööhrrrr!
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P: Qual o nome desse composto: BaNa2Ag?
R: Banana prata!
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P: O que a bolacha de agua e sal era antes de ser bolacha de agua e sal?
R: Era uma bolacha acido base!
(Acido + base = Agua + Sal pra quem não entendeu!)
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P: Por que se deve manter o silêncio absoluto nos laboratórios?
R: Para não desconcentrar os reagentes
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P: Qual o lanche favorito do átomo?
R: Pé-de-moléculas.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Obtenção e Propriedades do Ouro, Prata e Alumínio



A PRATA


Minério
Prata é um elemento químico puro, metálico, que no estado natural apresenta-se branco e brilhante. No sistema periódico dos elementos, pertence ao grupo de metais de transição e se enquadra na família do cobre e do ouro. Seu símbolo químico, Ag, deriva de argentum (prata, em latim). Dúctil e maleável, de fácil manipulação química e mecânica, a prata é o metal de maior condutibilidade elétrica e calorífica.
Beneficiamento na indústria
Material nobre usado na confecção de jóias, moedas e objetos de culto, a prata, que serviu como padrão monetário até a primeira guerra mundial, é também muito utilizada na indústria, sobretudo na fabricação de películas sensíveis para fotografia e radiografia.
A prata obtida industrialmente é quase sempre impura, com um a dois por cento de outros metais, como cobre e chumbo. Pode-se obter prata de estrema pureza por meio de copelações sucessivas, por eletrólise ou em laboratório. Para obtenção em laboratório, dissolve-se a prata impura com ácido nítrico e trata-se a solução obtida com ácido clorídrico, o que provoca a precipitação do cloreto de prata. Funde-se então o cloreto com carbonato de sódio e dissolve-se em água o produto da fusão, ficando a prata em estado metálico.
Mais dura que o ouro e mais mole que o cobre, a prata em estado metálico tem amplo emprego nas artes e na indústria. é utilizada na produção de objetos de adorno, decoração e uso doméstico, e na fabricação de jóias, medalhas e moedas. Em joalheria, é muito usada na preparação de ligas de ouro. Em liga com o cobre, que lhe confere maior dureza, é empregada ma produção de moedas. Na indústria é utilizada na fabricação de material de laboratório, como cápsulas, pinças e cadinhos, e para espelhar vidros e pratear utensílios. A partir do metal, produzem-se sais de prata para variadas aplicações, em especial na análise química, fotografia e radiografia.
O brometo de prata é aplicado especialmente em fotografia, na fabricação de placas de gelatina e papel fotográfico. O cloreto de prata é usado na fabricação de papel fotográfico e na preparação da chamada prata molecular. O nitrato de prata é empregado na preparação de grande número de compostos, em fotografia, espelhagem e análise química. Em medicina, o nitrato de prata fundido com nitrato de potássio é aplicado para cauterização de tecidos esponjosos e na preparação de muitos produtos farmacêuticos, pois sua propriedade oxidante o torna útil como desinfetante.
Nos últimos anos do século XX o México, Peru, Estados Unidos e Canadá eram os grandes produtores mundiais. Somente a Rússia, com suas reservas nos Urais e na Sibéria, produzia quantidades comparáveis. O Brasil é importador de prata, pois sua produção, que provém do refino do ouro e do Morro Velho e das metalurgias de chumbo e zinco é pequena.
Propriedades químicas
Prata pura é brilhante, lustrosa. É apenas um pouco mais dura que o ouro. A ductilidade e a maleabilidade são inferiores apenas às do ouro e do paládio. É o metal de maior condutividade elétrica e térmica. É estável no ar e água puros, mas muda de cor sob ação de ozônio, sulfeto de hidrogênio ou ar com enxofre.

Recém depositada, é o melhor refletor de luz visível, mas perde rapidamente a capacidade. Pouco reflete a luz ultravioleta.

A prata em si não é considerada tóxica, mas muitos dos seus sais são venenosos. Se absorvidos pelo sistema circulatório, a prata metálica é depositada nos tecidos, provocando a argiria, que se mostra pela pigmentação cinza da pele e mucosas. Íons de prata e alguns compostos têm efeito germicida alguns sobre seres inferiores, sem a elevada toxidade que metais como chumbo e mercúrio apresentam para os seres humanos.
Grandeza
Valor
Unidade
Massa específica do sólido
10490
kg/m3
Ponto de fusão
961,8
°C
Calor de fusão
11,3
kJ/mol
Ponto de ebulição
2162
°C
Calor de vaporização
255
kJ/mol
Temperatura crítica
s/ dado
°C
Eletronegatividade
1,93
Pauling
Estados de oxidação
+2 +1
-
Resistividade elétrica
1,6
10-8 Ω m
Condutividade térmica
430
W/(m°C)
Calor específico
235
J/(kg°C)
Coeficiente de expansão térmica
1,89
10-5 (1/°C)
Coeficiente de Poisson
0,37
-
Módulo de elasticidade
83
GPa
Velocidade do som
2680
m/s
Estrutura cristalina
cúbica de face centrada
-
Impacto ambiental
A prata nativa aflora em superfícies rochosas, às vezes em filões de grande massa e riqueza. Encontra-se principalmente na argentita, bromargirita, cerargirita, proustita e galena (sulfureto de chumbo). Todas as galenas contêm entre 0,01 e 0,05% de prata, mas só recebe, o nome de argentíferas quando seu teor supera 0,5%.
A extração mineral pode causar inúmeros impactos ambientais e sociais. Dejetos do processamento dos minérios podem contaminar o lençol freático e os mananciais (rios e lagos usados para o abastecimento de água).
Chuva ácida e assoreamento
A produção mineral do chumbo, mercúrio, zinco, cobre e prata pode resultar na liberação de enxofre na forma de SO2 para a atmosfera, causando chuva ácida.

A abertura de mina a céu aberto ocasiona a retirada da vegetação nativa e os materiais desagregados do processo de extração acabam sendo levados aos rios e lagos. Isso provoca o assoreamento, que obstrui, com areia ou outros sedimentos, rios e canais, em conseqüência da redução da correnteza. O pó suspenso no ar causa, nas pessoas que têm contato permanente com ele, doenças respiratórias gravíssimas.

A mineração costuma dinamizar economicamente uma região ou cidade, que passa a crescer e a depender cada vez mais da atividade mineradora. Quando, porém, a atividade se esgota (e ela sempre se esgotará, mesmo que demore muitos anos), a cidade e sua população podem ficar sem alternativas. É por isso que os recursos econômicos originados da extração mineral devem ser destinados, também, para a diversificação das atividades econômicas e para o desenvolvimento regional mais amplo.

A atividade de extração mineral tende a se ampliar, pois o crescimento econômico mundial, principalmente da China e da Índia, vem provocando um aumento da demanda e dos preços internacionais das commodities (produtos primários, em estado bruto, de grande importância no mercado internacional, como minério de ferro, algodão, petróleo), aumentando os investimentos e a produção no setor.
A garimpagem geralmente é executada de forma tradicional nas margens de rios, em locais que recebem grande volume de sedimentação e em planícies fluviais, principalmente nas Bacias hidrográficas do Amazonas e do Paraguai.

O garimpo mecanizado produz profundos impactos nos ambientes fluviais, destruindo as margens dos rios e modificando profundamente a paisagem. Sem contar que contamina as águas com aplicação de mercúrio e outros detritos; o prejuízo ambiental é muito elevado, pois os rios são assoreados, a fauna é contaminada, a cobertura vegetal é retirada e compromete a saúde do homem.
Os danos gerados nas áreas onde são desenvolvidas a mineração ou garimpagem são irreversíveis. Diante desses fatos percebemos que a lucratividade oriunda da extração mineral fica nas mãos de uma minoria e os prejuízos ambientais para toda a população atual e também futura.
Conclusão
A extração do minério de ferro é uma das atividades mais importantes do setor para a economia brasileira. O minério de ferro, o ferro fundido e o aço correspondem conjuntamente a cerca de 9,7% do total das exportações brasileiras. Enviados principalmente para os EUA, representam o mais importante item da pauta de exportações do país.

Em 2005, o Brasil produziu cerca de 281,86 milhões de toneladas de minério de ferro. O maior produtor mundial foi a China e o Brasil, o segundo.

O Brasil é o maior produtor de nióbio (95,2% da produção do mundo), o segundo em manganês (depois da África do Sul), tântalo (depois da Austrália) e alumínio (depois da Austrália). O país está, além disso, entre os cinco maiores produtores do mundo em crisotila, magnesita, grafita, vermiculita, caulim e estanho.
Mais toda essa circulação da economia brasileira tem que ser observada e analisada com muito cuidado. A extração mineral pode causar inúmeros impactos ambientais e sociais. Dejetos do processamento dos minérios podem contaminar o lençol freático e os mananciais (rios e lagos) usados para o abastecimento de água e causar assoreamento. Alguns minérios também podem ocasionar a liberação de enxofre na forma de SO2 para a atmosfera, causando chuva ácida.
Devemos consumir de forma consciente, valorizando os produtos obtidos de formas menos impactantes e estimulando seu uso e, principalmente, exigir alternativas.
O ALUMÍNIO
A obtenção do alumínio é feita a partir da bauxita, um minério que pode ser encontrado em três principais grupos climáticos: o Mediterrâneo, o Tropical e o Subtropical. A produção mundial de bauxita em 2004 foi de 157,4 milhões de toneladas, sendo os principais países produtores Austrália, Brasil, Guiné e Jamaica. Ocupando a 2ª posição no ranking mundial, em 2004, o Brasil produziu 21 milhões de toneladas de bauxita. Possui também a terceira maior reserva mundial de bauxita, cujo potencial é da ordem de 2,5 bilhões de toneladas, concentrada principalmente na região Norte do país (estado do Pará), a qual tem como principal concessionária a empresa Mineração Rio do Norte S.A. - MRN.
A bauxita deve apresentar no mínimo 30% de alumina aproveitável para que a produção de alumínio seja economicamente viável. O processo de obtenção de alumínio primário divide-se em três etapas:
Mineração, Refinaria e Redução, conforme a imagem abaixo:
Mineração: O alumínio não é encontrado diretamente em estado metálico na crosta terrestre. Sua obtenção depende de etapas de processamento até chegar ao estado em que o vemos normalmente. O processo da mineração da bauxita, que origina o alumínio, pode ser exemplificado da seguinte maneira:
1)
Remoção planejada da vegetação e do solo orgânico;
2)
Retirada das camadas superficiais do solo
(argilas e lateritas);
3)
Beneficiamento:
3.1 Inicia-se na britagem, para redução de tamanho;
3.2 Lavagem do minério com água para reduzir (quando
necessário) o teor de sílica contida na parcela mais fina;
3.3 Secagem
Refinaria: A refinaria é a fase do processo que transforma a bauxita em alumina calcinada. O procedimento mais utilizado é o Bayer. Esta é primeira etapa até se chegar ao alumínio metálico.
1)
Dissolução da alumina em soda cáustica;
2)
Filtração da alumina para separar o material sólido;
3)
O filtrado é concentrado para a cristalização da alumina;
4)
Os cristais são secados e calcinados para eliminar a água;
5)
O pó branco de alumina pura é enviado à redução;
6)
Na redução, ocorre o processo conhecido como Hall-Héroult, por meio da eletrólise, para obtenção do alumínio.


As principais fases da produção de alumina, desde a entrada do minério até a saída do produto final são: moagem, digestão, filtração/evaporação, precipitação e calcinação.
As operações de alumina têm um fluxograma de certa complexidade, que pode ser resumido em um circuito básico simples, conforme figura abaixo.

http://www.abal.org.br/imagens/diagramas/diagrama1.jpg

Além da bauxita e de combustíveis energéticos, a produção de uma tonelada de alumina requer outros insumos, cujo consumo depende da qualidade do minério.

Parâmetros de consumo da alumina
Bauxita (t/t)
1,85 a 3,4
Cal (kg/t)
10 a 50
Soda cáustica (kg/t)
40 a 140
Vapor (t/t)
1,5 a 4,0
Óleo combustível - calcinação (kg/t)
80 a 130
Floculante sintético (g/t)
100 a 1000
Energia elétrica (kwh/t)
150 a 400
Produtividade (Hh/t)
0,5 a 3,0
Água m³/t
0,5 a 2,0
http://www.abal.org.br/imagens/tabelas/fundo5dirtop.jpg
http://www.abal.org.br/imagens/tabelas/fundo5.jpg
http://www.abal.org.br/imagens/tabelas/fundo5dirbase.jpg
Fonte:
Boletim Técnico - ABAL/Produtores de Alumínio Primário

Redução: Processo de transformação da alumina em alumínio metálico:
1)
A alumina é dissolvida em um banho de criolita fundida e fluoreto de alumínio em baixa tensão, decompondo-se em oxigênio;
2)
O oxigênio se combina com o ânodo de carbono, desprendendo-se na forma de dióxido de carbono, e em alumínio líquido, que se precipita no fundo da cuba eletrolítica;
3)
O metal líquido (já alumínio primário) é transferido para a refusão através de cadinhos;
4)
São produzidos os lingotes, as placas e os tarugos (alumínio primário).


A voltagem de cada uma das cubas, ligadas em série, varia de 4 V a 5 V, dos quais apenas 1,6 V são necessários para a eletrólise propriamente dita. A diferença de voltagem é necessária para vencer resistências do circuito e gerar calor para manter o eletrólito em fusão.
http://www.abal.org.br/imagens/moldura/topo150.jpg

http://www.abal.org.br/imagens/moldura/base100.jpg
Sala de Cubas


Basicamente, são necessárias cerca de 5 t de bauxita para produzir 2 t de alumina e 2 t de alumina para produzir 1 t de alumínio pelo processo de Redução.

Diagrama de uma célula de redução



Os principais insumos para a produção de alumínio primário durante o Processo de Redução são indicados na tabela a seguir:
Insumos para a produção de alumínio primário (ano-base 2003)
Alumina
1919 kg/t Al
Energia elétrica
15,0 MWhcc/t Al
Criolita
8,0 kg/t
Fluoreto de alumínio
19,7 kg/t
Coque de petróleo
0,384 kg/kg Al
Piche
0,117 kg/kg Al
Óleo combustível
44,2 kg/t
http://www.abal.org.br/imagens/tabelas/fundo5dirtop.jpg
http://www.abal.org.br/imagens/tabelas/fundo5.jpg
Beneficiamento na Indústria
O sucesso comercial do alumínio no mundo está nas características físicas do metal. Ele não enferruja como o aço, é leve, podendo ser também mais maleável. O alumínio passou de um nobre metal usado em utensílios domésticos sofisticados para também ser utilizado em obras de arte. Demorou um pouco menos de um século para esse metal ser usado em milhares de produtos. Em 1917, a indústria primária do metal chegou ao seu primeiro milhão de toneladas. Mas o seu aumento de escala se consolidou a partir de 1950. Hoje, a indústria de alumínio coloca 34 milhões de toneladas do produto no mundo (dados de 2006/Abal), que vai para diversas tipos de indústria virar outros produtos.
A escala é grande e a estrutura da indústria é altamente globalizada. As maiores jazidas de bauxita estão em países tropicais ou subtropicais. Brasil, Austrália, África e Estados Unidos são exemplos de locais onde a indústria extrativista de minério é forte. São 46 países que extraem a bauxita, transformam em alumina e depois em alumínio. Já as indústrias que moldam, usinam e fundem o alumínio se espalham pelo planeta. Seja, em países altamente industrializados e com sofisticado parque industrial como o Japão ou Tigres Asiáticos ou em grandes centros industriais dos países em desenvolvimento.
A demonstração da importância da indústria brasileira do alumínio no cenário mundial está na sua participação no mercado global. O Brasil, além da terceira maior jazida de bauxita do planeta, é o quarto maior produtor de alumina e ocupa a quinta colocação na exportação de alumínio primário/ligas.
No Brasil cerca de 1,8 quilograma (quatro libras) de bauxita é necessário para se produzir 0,45 quilograma (uma libra) de alumínio.
Uma das características dessa industrialização é seu forte investimento em tecnologia tanto do lado da extração quanto do beneficiamento. Como exemplo, podemos pegar a própria indústria de latas e o caso brasileiro. Entre as décadas de 1970 e 2006, a indústria de latas de alumínio no Brasil viu sua produtividade aumentar 51%. Antes, com um quilo de alumínio era possível produzir 49 latas. Atualmente, com a mesma quantidade de alumínio é possível produzir 74 latas. Esse quadro se repete em vários setores dessa cadeia produtiva.

Aqui estão alguns dados.

Capacidade de produção de 14,4 bilhões de latas por ano
13 fábricas de latas de alumínio
Produção de 10,8 bilhões de latas por ano
3.300 empregos diretos
Faturamento de R$ 3 bilhões
Consumo de 57 latas per capita por ano
95% das latinhas consumidas no Brasil são de alumínio
A indústria brasileira do alumínio vem crescendo com a utilização sustentável do grande potencial mineral do Brasil. Enquanto produzem um dos metais mais utilizados na vida moderna, as empresas do setor atuam de forma responsável nos aspectos econômico, social e ambiental, minimizando impactos negativos e multiplicando os benefícios gerados pela atividade.
Alguns exemplos de aplicação na indústria:
· Meios de Transporte: Como elementos estruturais em aviões, barcos, automóveis, bicicletas, tanques, blindagens e outros; na Europa têm sido utilizado com frequência para formar caixas de trens.
· Embalagens: Papel de alumínio, latas, embalagens Tetra Pak e outras.
· Construção civil: Janelas, portas, divisórias, grades e outros.
· Bens de uso: Utensílios de cozinha, ferramentas e outros.
· Transmissão elétrica: Ainda que a condutibilidade elétrica do alumínio seja 60% menor que a do cobre, o seu uso em redes de transmissão elétricas é compensado pelo seu menor custo e densidade, permitindo maior distância entre as torres de transmissão.
Propriedades físicas e químicas:
Na ordem decrescente, de acordo com o peso, dos elementos que constituem a crosta terrestre, o alumínio ocupa o terceiro lugar, representando cerca de oito por cento em peso do total. Esse metal faz parte da composição de grande número de rochas e pedras preciosas; entre as primeiras cabe mencionar, graças a seu interesse mineralógico ou metalúrgico, os feldspatos, as micas, a turmalina, a bauxita e a criolita. Entre as pedras preciosas, aquelas que apresentam um maior teor de alumínio são o coríndon, as safiras e os rubis.
O alumínio possui altos índices de condutividade elétrica, e não se altera em contato com o ar ou em presença de água, graças a uma fina capa de óxido que o protege de ataques do meio ambiente. Apresenta, entretanto, elevada reatividade quando em contato com outros elementos: em presença de oxigênio, sofre reação de combustão, liberando grande quantidade de calor, e ao combinar-se com halogênios (cloro, flúor, bromo e iodo) ou com o enxofre, produz imediatamente os respectivos haletos e sulfetos de alumínio.
Propriedades físicas e químicas do alumínio:
Número atômico:
13
Peso atômico:
26,9
Ponto de fusão:
660º C
Ponto de ebulição:
2.467º C
Densidade:
2,7
Gravidade específica:
Rede cúbica de face centrada
Raio atômico:
1,43 Å
Estados de oxidação:
+3
Configuração eletrônica:
1s22s22p63s23p1
Impacto Ambiental
O ciclo da produção de alumínio começa com a extração do minério de bauxita, que contém de 45 a 60% de óxido de alumínio e é tipicamente minado em minas abertas, exigindo a remoção completa da vegetação e da camada superior do solo. A mineração de minas abertas exerce efeitos sobre a fauna e flora locais e favorece a erosão do solo. As áreas tropicais onde o minério de bauxita é encontrado estão também entre as áreas de maior biodiversidade da Terra, assim empresas se enriquecem e a floresta se empobrece.
O OURO
Minério
O ouro sempre acompanhou a civilização e era usado inicialmente, como adorno e decoração. As primeiras minas que se tem conhecimento são as egípcias e remontam há mais de 4000 anos.
É um metal de transição brilhante, amarelo, pesado, maleável, dúctil (trivalente e univalente) que não reage com a maioria dos produtos químicos, mas é sensível ao cloro e ao bromo. À temperatura ambiente, apresenta-se no estado sólido. Este metal encontra-se normalmente em estado puro e em forma de pepitas e depósitos aluvionais e é um dos metais tradicionalmente usados para cunhar moeda. É dúctil e maleável.
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O ouro puro é demasiadamente mole para ser usado. Por essa razão, geralmente é endurecido formando liga metálica com prata e cobre. O ouro e as suas diversas ligas metálicas são muito empregados em joalherias, fabricação de moedas e como padrão monetário em muitos países. Devido à sua boa condutividade elétrica, resistência à corrosão e uma boa combinação de propriedades físicas e químicas, apresenta diversas aplicações industriais.
O ouro puro 24 quilates, é um metal muito maleável dificultando assim a confecção de jóias e outros artefatos. Para contornar o problema aderiu-se à utilização do ouro 18 quilates (18 K), que nada mais é do que a mistura de 75% de ouro e 25% de prata, cobre ou bronze.
Ouro Branco
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O ouro branco que é composição de 75% de ouro amarelo, 15% de paládio e cerca de 10% de prata, tornando-se uma jóia fosca, que necessita de banho de ródio para ganhar brilho atraente.
Beneficiamento na indústria
· O ouro exerce funções críticas em computadores, comunicações, naves espaciais, motores de reação na aviação, e em diversos outros produtos.
· A sua elevada condutividade elétrica e resistência à oxidação têm permitido um amplo uso em eletrodeposição, ou seja, cobrir com uma camada de ouro por meio eletrolítico as superfícies de conexões elétricas, para assegurar uma conexão de baixa resistência elétrica e livre do ataque químico do meio. O mesmo processo pode ser utilizado para a douragem de peças, aumentando a sua beleza e valor.
· Como a prata, o ouro pode formar amálgamas com o mercúrio que, algumas vezes, é empregado em obturações dentárias.
· O ouro coloidal (nano-partículas de ouro) é uma solução intensamente colorida que está sendo pesquisada para fins médicos e biológicos. Esta forma coloidal também é empregada para criar pinturas douradas em cerâmicas.
· O isótopo de ouro 198Au, com meia-vida de 2,7 dias, é usado em alguns tratamentos de câncer e em outras enfermidades.
· É empregado para o recobrimento de materiais biológicos, permitindo a visualização através do microscópio eletrônico de varredura (SEM).
· Utilizado como cobertura protetora em muitos satélites porque é um bom refletor de luz infravermelha.
Propriedades químicas
Símbolo: Au
Número: 79
Classe: Metal
Série química: metal de transição
Impacto ambiental
No Brasil, a extração de pedras preciosas ou semipreciosas é desenvolvida por uma atividade denominada de garimpo, nela é obtido o ouro. A garimpagem geralmente é executada de forma tradicional nas margens de rios, em locais que recebem grande volume de sedimentação e em planícies fluviais.

O garimpo mecanizado produz profundos impactos nos ambientes fluviais, destruindo as margens dos rios e modificando profundamente a paisagem. Sem contar que contamina as águas com aplicação de mercúrio que reage quimicamente com o ouro e forma um amálgama (isto é, o ouro se liquefaz como o mercúrio). Para separá-los, a mistura é aquecida e o mercúrio evapora, poluindo o meio ambiente. Uma parte do mercúrio (que provoca danos graves ao ambiente e à saúde da população) permanece misturada com a lama e é jogada diretamente nos rios. Esses dejetos do processamento dos minérios podem contaminar o lençol freático e os mananciais (rios e lagos usados para o abastecimento de água).
O prejuízo ambiental é muito elevado, pois os rios são assoreados, a fauna é contaminada, a cobertura vegetal é retirada e compromete a saúde do homem.

Antes e depois da área de extração do ouro(Brasil)
Estudos constataram que a pequena escala de mineiros são menos eficientes com a utilização de mercúrio superior à mineiros industriais, liberando uma estimativa de 2,91 libras (1,32 kg) de mercúrio nas vias navegáveis para cada 2,2 quilos (1 kg) de ouro produzido. Embora não haja um consenso científico sobre a contaminação do mercúrio na Amazônia, de acordo com o biólogo Michael Goulding, há indícios de mercúrio causando problemas em outros ecossistemas.
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Mortandade de peixes causada por despejo de mercúrio em rio
O Cianeto, um composto altamente tóxico, também é frequentemente utilizado para separar o ouro dos sedimentos e das rochas. Enquanto o cianeto é suposto ser cuidadosamente monitorizados para impedir a sua fuga para o ambiente ao redor, derrames acontecem, especialmente quando há ninguém em volta para cumprir os regulamentos da mina. Os efeitos da intoxicação podem ser generalizados, especialmente quando uma piscina detentor de resíduos transborda ou quebra, como já o fez no Brasil, em Agosto de 1995.

Dejetos de manganês deixados pela Icomi (Indústria e Comércio de Mineração) são cancerígenos.
A ocorrência de câncer nas áreas de extração de manganês na Serra do Navio (AP) é proporcionalmente cinco vezes maior que a média brasileira. Além disso, dejetos de chumbo já causaram a morte de dezenas de pessoas na Bahia e no Paraná.
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/discovirtual/galerias/imagem/0000000511/md.0000005735.jpg Efeito da poluição por mercúrio no rio Madeira: bebes nascem sem cérebro em Porto Velho
Conclusão
Conclui-se que os danos gerados nas áreas onde são desenvolvidas a mineração ou garimpagem são irreversíveis. É possível ver que o lucro da extração mineral (ouro) fica com as grandes empresas (a minoria), o meio ambiente fica com os prejuízos e a população (impacto social) sofre com os males causados pelos produtos químicos, pela degradação da terra onde era plantado o alimento e servia de renda familiar. As pessoas também se degradam, pois no garimpo ‘’artesanal’’ muitos não usam os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) que minimiza o risco de acidentes e mantém a integridade do trabalhador, sem o uso dos mesmos podem ocorrer acidentes (mutilações) e doenças de vários gêneros.